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Feminicídio: para enfrentá-lo é preciso falar sobre ele

23 de agosto de 2018

Sem sombra de dúvidas, nunca ouvimos falar tanto sobre os termos “feminismo”, “feminicídio” e “relacionamento abusivo”, como nestes últimos tempos.

O que, antes, parecia estar tão longe de nós, hoje, está presente, constantemente, em nossas vidas. Seja através das notícias que repercutem na internet, dos noticiários que vemos na televisão e até mesmo daquela sua amiga/colega/familiar/vizinha que sofreu ou ainda sofre algum tipo de abuso de seu parceiro.

O feminicidio existe, ele está mais presente do que nunca em nossa sociedade e de acordo com Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres no Brasil, o primeiro passo para enfrentar o feminicídio é falar sobre ele. Pois bem, vamos começar entendendo o que de fato significa esse termo.

Feminicídio é o assassinato de uma mulher pela condição de ser mulher. Suas motivações mais usuais são o ódio, o desprezo ou o sentimento de perda do controle e da propriedade sobre as mulheres, comuns em sociedades marcadas pela associação de papéis discriminatórios ao feminino, como é o caso brasileiro.

P-R-O-P-R-I-E-D-A-D-E. Mulheres não são propriedades de homens, nem vice-versa. Somos todos livres, ou pelo menos, deveríamos ser.

O termo “feminicídio”, como já dito anteriormente é um crime motivado pelo ódio e seu conceito surgiu em 1970 com o intuito de dar visibilidade à discriminação, opressão, desigualdade e violência sistemática contra as mulheres, que, em sua forma mais aguda, culmina na morte.

Lembrando que esse tipo de crime não se trata de um evento isolado, nem repentino ou inesperado, por exemplo. Bem pelo contrário, faz parte de um processo contínuo de violências, cujas raízes misóginas caracterizam o uso de violência extrema. Inclui uma vasta gama de abusos, desde verbais, físicos e sexuais, como o estupro, e diversas formas de mutilação e de barbárie, como aponta Eleonora Menicucci, ministra chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência.

O Brasil está entre os países com maior índice de homicídios femininos: ocupa a quinta posição em um ranking de 83 nações, segundo dados do Mapa da Violência 2015 (Cebela/Flacso), com uma taxa de 4,8 assassinatos em 100 mil mulheres.

No Brasil, o que mais preocupa é o fato de que o feminicídio é cometido pelo parceiro íntimo, esposo ou namorado, em um contexto de violência familiar, que na maioria dos casos é precedido por outros tipos de violência, abuso ou agressão, e que poderiam, por sua vez, ter sido evitados.

Ainda que as taxas de feminicídio sejam muito altas no Brasil e os casos sejam bastante recorrentes, o feminicídio é um problema global.

Lembrando que a vítima NUNCA é culpada por tentar se desvencilhar de um relacionamento abusivo. Entende-se como relacionamento abusivo, todo e qualquer tipo de violência, não apenas de ordem física, como por exemplo, quando em qualquer conversa ele tenta fazer com que você esteja errada, ou quando ele controla sua vida ou suas escolhas. Quando ele não respeita o seu “não”. Quando ele não reage bem às suas conquistas. Quando ele não gosta que você fale com outras pessoas. Enfim, quando alguém tenta classificar um comportamento descontrolado e doentio, como amor ou ciúme.

Esteja SEMPRE atenta a esses sinais.

Os homens, normalmente, têm medo de que as mulheres riam deles. Já, nós, mulheres, temos medo de que eles nos matem.

Nos queremos vivas!

aline

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