Saúde

Mitos e verdades sobre a detestável cólica menstrual

3 de maio de 2018

Sabe aquelas fisgadas doloridas que antecedem os dias da menstruação? Sabe, né? Por mais que você não costume sofrer muito com as cólicas menstruais, certamente, em algum momento da vida, já pensou que fosse morrer por causa delas (sem drama, claro).

Temida e dolorida, a cólica acompanha as mulheres desde sempre e, por isso, muitas histórias sobre como evitá-las ou dicas para combatê-las são contadas de mães para filhas. Por tal motivo, hoje listamos 3 mitos e 3 verdades sobre a cólica menstrual que vão ter ajudar nesse período complicado. 😉

PS: Vale sempre lembrar que cada organismo tem suas particularidades, então pode ser que algo que não aconteça com sua amiga, pode acontecer com você. Portanto se mantenha sempre em dia com seu ginecologista, ok?

1 – Usar o coletor dá cólicas!
Essa é uma questão muito pertinente, meninas, pois algumas relatam que sentem cólicas quando usam o coletor. A cólica é causada pelo esforço do seu útero em liberar o endométrio (a “capinha” que reveste a parede uterina e é expelida durante a menstruação). Portanto, se no momento em que você colocar ele, inserir muito, ele chegará próximo ao seu útero e o vácuo te causará o desconforto. Aconselhamos sempre que não o coloque tão fundo, assim não te causará incômodos e você se sentirá livre!

2 – Bolsa de água quente ajuda a combater a dor
A água quente ajuda, sim, a aliviar a cólica menstrual, pois colabora na diminuição da contração do útero, que é quem está te causando toda essa dor. Coloque uma bolsa de água quente na região por um tempinho e se sentirá bem melhor.

3 – Não pode lavar a cabeça para não piorar a cólica!
Leeeeenda! Pode, sim, lavar a cabeça (porque nada melhor que se sentir limpinha e fresquinha naquelas dias doloridos, não acha? Além disso, andar descalça, beber coisas geladas ou dormir com o cabelo molhado podem, sim, te deixar doente, mas não tem nada a ver com a cólica, ok?

4 – É possível desmaiar por causa da cólica
Infelizmente é verdade! Em casos mais graves, seu sistema nervoso pode “desligar” seu corpo por um momento por causa do excesso de dor. Porém, como é algo mais sério e, talvez, tenha algum problema no útero, é MUITO importante você procurar um médico urgentemente se isso acontecer.

5 – Fazer atividades físicas menstruada dá cólica!
Esquece isso! Menstruação não é desculpa para matar aquele treino de pernas monstro, beleza? Muito pelo contrário, a prática de exercícios libera endorfina, hormônio responsável pela sensação de bem-estar, consequentemente, ajuda a amenizar sua cólica. Coloque seu coletor e corre para a academia!

6 – A intensidade da dor tem a ver com o fluxo
A dor da cólica que você sente pode, sim, ter a ver com seu fluxo menstrual e, se for mais intenso, pode sentir mais dor. Os incômodos costumam ser mais intensos nos três primeiros dias do ciclo e, infelizmente, podem vir acompanhados de outros sintomas, como dor de cabeça, dor nos seios, dores nas costas. Tudo dependerá do seu organismo.

Sabemos que ser mulher não é nada fácil e que nossa rotina não pode mudar por causa das cólicas, porém esperamos que, com as dicas, você saiba o que pode te ajudar durante o ciclo e o que, na verdade, não passa de lenda.

Xoxo, girls!

Blog - Bruna

Dica das Fleurs

MENSTRUAÇÃO, na caruda mesmo

20 de abril de 2018

Menstruação: são infinitas as lendas e tabus que envolvem esse nome. Odiada por uns, idolatrada por outros, ou ainda, tratada como um fator normal, a menstruação ainda é um tema, digamos, polêmico na nossa cultura.

No dicionário Aulete Caldas, alguns sinônimos para a palavra menstruação nos são apresentados como algo em parte, negativo.
sf.
1. Perda de sangue e mucosa, provenientes do útero, que ocorre todos os meses nas mulheres não grávidas e em idade fértil; CHICO; INCÔMODO; MENORRÉIA; MÊSTRUO; REGRAS; SANGUE.

Começando pela palavra “chico”. Certamente, você já ouviu a expressão “Estar de Chico”, (Que Chico foi esse?). No entanto, esse termo pode ser um tanto pejorativo, pois “chico” em português de Portugal é sinônimo de “porco”, portanto a palavra “chiqueiro”. Sendo assim, em tempos mais remotos ou nem tanto assim, havia a associação da menstruação com a ideia de “estar suja”.

Em muitas culturas, aliás, as mulheres que estivessem menstruadas deviam ser separadas das outras pessoas, pois segundo lendas e crenças, elas estavam impuras.
Ele também sugere a palavra “incômodo”. Sim, os sintomas da TPM podem ser extremamente incômodos e desconfortáveis, às vezes, mas o que não vale é achar incômodo o santo sangue de cada mês.

Para driblar um pouco este pavor e até certa vergonha da palavra “menstruação”, algumas mulheres, ao longo da história, criaram códigos secretos para referir-se a ela. Porque “Deus me livre falar essa palavra em público, né, non?”.

Quem nunca ouviu a tia, a mãe ou alguma amiga chamando a menstruação por um nome, no mínimo, engraçado?
Conversando com algumas amigas, descobri que existem diversas maneiras que as mulheres utilizam para referir-se à menstruação. Alguns dos termos são:

Colorado entrou em campo; Boi vermelho; Rio de sangue; Desceram as regras; Estar de bode; Maré vermelha; Tô jorrando; Estou de visita; Tá de manutenção o útero; Tá mocinha; Interditada; Amiga periódica; Tô vazando; entre outros.

Ok achar a TPM chata e desconfortável, ok criar algum nome engraçado para a sua menstruação, mas o que não podemos é ter nojo e vergonha do nosso sangue, ele é vida!

Beijos

aline

Saúde

Dor no sexo: é normal?

20 de abril de 2018

Sexo deve ser sinônimo de prazer, não é mesmo? Porém, algumas pessoas sentem dor na hora de transar. Saiba que a dor durante o sexo pode ter muitas causas. Elas podem ser fisiológicas e até psicológicas. Essa dor e desconforto também é chamada de dispareunia e pode acontecer com homens e mulheres, porém é mais comum nas mulheres.

A dor na relação sexual pode ocorrer na vagina, na uretra, na bexiga ou na pelve. Além disso, pode ser antes, durante ou depois do sexo. Esse desconforto pode acontecer quando houver uma penetração mais profunda e pode vir acompanhado de uma coceira ou sensação de queimação na região íntima.

As causas físicas mais comuns para a dor no sexo são:
• Pouca lubrificação, que pode estar ligada à menopausa, parto, amamentação, etc.
• Doenças de pele que podem causar lesões na genitália;
• Infecções urinárias;
• Cirurgia pélvica, lesões causadas por parto ou acidente;
• Inflamação da vagina (vaginite);
• Contração espontânea dos músculos da parede vaginal (vaginismo);
• Endometriose;
• Candidíase.

Além disso, existem fatores psicológicos que podem diminuir o desejo sexual e a excitação causando, consequentemente, a dor na hora de transar. Esses fatores podem ser: estresse; medo ou culpa; problemas de autoimagem; medicamentos; problemas de relacionamento; entre outros.

O sexo deve ser algo consentido e prazeroso para ambas as partes, sempre. Por isso, se essa dorzinha incômoda persistir, atrapalhando o seu desempenho sexual, você deve procurar o seu médico.

Beijos e até mais!

aline

Dica das Fleurs

Cactos e suculentas: como cuidar dessas belezinhas?

13 de abril de 2018

Quem mais ama cactos e suculentas, aí?

Eles são lindos, independentes, diferentões, fofinhos e cheios de personalidade.

Meu amor por essas plantinhas, começou na 7ª série (já fazem 84 anos…), quando ganhei o meu primeiro cactos de amigo secreto na escola. “Precisa dar uma colherinha de água para ele uma vez por semana”, eles disseram. Digamos que dei um pouquinho mais e foi assim que ele morreu afogado.

Apesar disso, não desisti da minha empreitada. Comprava um cactos aqui, uma suculenta ali. Quando ia à casa de alguém que também tinha essas plantinhas, eu pedia um brotinho e levava para casa (muito coisa de vó) e plantava.

O cactos, de fato, é uma planta que não exige tanta atenção, mas como qualquer ser vivo requer alguns cuidados especiais, como por exemplo: separar um cantinho bem iluminado para ele – luz é vida; não regar com tanta frequência como as outras plantas, pois os cactos têm uma grande capacidade de armazenar água. Outra dica é garantir que o vaso tenha furos de drenagem.

No momento, estou montando jardins de cactos e suculentas para enfeitar minha casa. Plantei alguns em um recipiente de cerâmica e outros em canecas de alumínio, ficaram super charmosos, além de dar vida e colorido ao espaço.

Ficou com vontade de montar um jardinzinho também? Bora lá!

Beijoss!

aline

Saúde

Infecção urinária pós-sexo?

9 de abril de 2018

Se você também sofre desse mal, então pega essas informações/dicas que eu levo pra vida!

A infecção urinária é muito comum nas mulheres, principalmente para aquelas que têm vida sexual ativa. Mas, nem sempre é causada só por causa do sexo, algumas causas da infecção pode ser por baixa imunidade, gravidez (é muito comum, também), pessoas com diabetes… Enfim, a mais comum mesmo é a questão do pós-sexo. Então, senta que vêm as dicas:

– Suco de Cranberry: além de ser delicioso e refrescante, a fruta impede a proliferação de bactérias presentes na região íntima. Tem vitaminas e minerais e ajuda a reduzir o colesterol ruim. Há, também, cápsulas, mas sempre é bom consultar um médico que te recomende;

– Fazer xixi depois de transar: parece bobo, mas é muito real! O xixi ajuda a eliminar as bactérias do trato urinário, ajudando a não ter infecção urinária no outro dia;

– Banho: sim, algo óbvio, mas que muitas vezes a preguiça bate depois de uma transa boa e só coloca a calcinha e dorme… Mas é MUITO importante se lavar depois de transar, ainda mais nós mulheres que ficamos úmidas, melhor lugarzinho para aquelas bactérias chegarem;

– Não segurar o xixi: no outro dia, não fique segurando a vontade de urinar, isso prejudica o canal da uretra, pois permite que as bactérias se multipliquem dentro do trato urinário;

– Á G U A: beba muita água sempre, além de prevenir a infecção, tomar líquidos faz muito bem pra saúde;

– Use camisinha: né????????????????

Então, já sabe que vai ter aquele encontrinho com o/a crush, tome umas doses de suco de cranberry pra prevenir, vá em algum lugar que você possa se lavar depois e, lembre-se, beba muita água. <3

Beijos de luz!

Marti

Saúde

Ops, escapou! Mas afinal, o que significam os escapes?

6 de abril de 2018

Em algum momento da vida você já teve ou terá um escape. Não sabe o que é? Pois bem, escapes são pequenos sangramentos irregulares, que ocorrem fora do seu ciclo normal de menstruação. Apesar de assustarem bastante, eles não costumam ser motivos para grandes preocupações (mas claro, sempre procure seu médico quando perceber que algo em seu corpo não está normal!).

Diferentemente da menstruação comum, o sangue de escape não costuma ter uma coloração muito forte e nem ser muito intenso, mas por que eles acontecem? Listamos, abaixo, algumas das principais causas dessas visitinhas indesejáveis:

– Pílula do dia seguinte:
Em momento algum indicamos que vocês tenham relações sexuais sem proteção, ok? Bom, como a função da pílula é, justamente, evitar uma gravidez indesejada, após uma relação sem proteção, nesses casos o escape é normal, por um ou dois dias. Sangramento de cor marrom ou avermelhado significa que o uso do método, de fato, funcionou.

– Anticoncepcional:
Não é novidade para ninguém que cada mulher tem um organismo diferente e que o método que sua amiga usa, talvez, não seja o mais indicado para você. Os hormônios presentes no anticoncepcional têm como principal objetivo regular a menstruação, portanto, caso a pílula que você está tomando tenha menos hormônios que o necessário para isso acontecer, você terá escapes. Neste caso é indicado conversar com seu médico para que ele indique o melhor para o seu corpo.

– Troca de anticoncepcional:
Quando ocorrer a troca de anticoncepcional também poderá acontecer alguns escapes, pequenos, em tons de borra de café, até seu corpo se adaptar ao novo método.

– Esquecer-se da pílula:
Vamos combinar que todo mundo aqui já deu aquela esquecidinha de tomar a pílula anticoncepcional alguma vez na vida, né? Mas não pode! Coloca o alarme pra tocar, coloca bilhetinho na mesa, no computador, enfim, não pode esquecer, senão o escape vem, gurias (ou o bebê)!

– Lesões durante as relações sexuais:
Caso, durante o ato sexual, tenha ocorrido algum atrito mais intenso (costuma acontecer mais em meninas grávidas), pode ocorrer algum sangramento na vagina ou entrada do útero, sim.

– Nidação:
Geralmente esse filetinho de sangue é um bom sinal para quem está tentando engravidar. A nidação é um sangramento que pode ocorrer quando o óvulo fecundado se prende à parede do útero, beeem no início da gestação. Como os demais escapes, costuma cessar em 1 ou 2 dias.

– Pólipos e miomas:
Nestes casos o sangramento pode ser mais intenso e vir acompanhado das terríveis cólicas. Além disso, longos períodos sem menstruar, seguidos de vários dias menstruando também podem acontecer, mesmo tomando a pílula anticoncepcional certinho.

– Endometriose:
Isso ocorre quando o endométrio cresce em outras regiões que não seja a parede do útero. Entre os sintomas mais comuns, estão cólicas muito fortes, fluxos menstruais bem intensos e, é claro, os escapes.

– Câncer de endométrio ou colo do útero:
Se você já passou a mais de um ano da menopausa e teve um sangramento, mesmo que pequeno, procure seu médico, pois pode ser algo mais grave, como câncer.

– Infecções/inflamações:
Nesses casos o escape indica que tem algo bem errado. Geralmente costumam vir acompanhados de odores desagradáveis e febre. Não vacila e vá ao gineco!

– Estresses:
O estresse pode causar muitas mudanças hormonais em nosso corpo, isso implica, muitas vezes, em menstruações irregulares e sangramentos fora de hora. Relaxe, seu corpo está pedindo um pouco de paz.

Na maioria das vezes os escapes não trazem ou significam consequências graves para você, mas como falamos diversas vezes, sempre que perceber que algo está fora de ordem em seu corpo, procure seu ginecologista, beleza?

Xoxo,

Blog - Bruna

Saúde

Sabonete íntimo: devo usar todo dia?

4 de abril de 2018

Sensação de ppk limpa, cheirosa, depilada, uma das melhores, né?!

Então, particularmente, gosto de usar sabonete íntimo na hora de lavar a querida, porém saibam que apenas água corrente já é suficiente para deixá-la limpa, porque mais importante que usar produtos específicos é higienizar corretamente a vulva, diferente da vagina (a primeira parte é a externa, e a segunda, a interna).

A limpeza diária deve ser feita com água corrente e sabonete comum/neutro, passando os dedos entre os pequenos e grandes lábios para tirar aquela gordurinha branca, produzida naturalmente. NÃO usar ducha para lavar internamente, pois desequilibra o pH e potencializa infecções.
Os ginecologistas indicam que se usado diariamente o sabonete íntimo, lave apenas a parte externa da vagina com ele, evite passá-lo internamente. Assim você mantém ela limpinha e cheirosa, sem desequilibrar pH e a flora natural.

Dica boa hein, gatas?!

Bjo e upa!

Angela

Fleurity Girls comentam

Graziele Alves: a mulher que não perdeu a fé na vida

26 de março de 2018

Imagina você acordar às 3h, 4h da manhã e descobrir, pelos noticiários da televisão, que perdeu seu amor da adolescência. Tente pensar que um dia você está feliz, casada, esperando seu marido voltar para casa e saber que, na verdade, ele não vai voltar mais. Se coloque no lugar de uma jovem de 19 anos, que recém descobriu que será mãe pela primeira vez, que viu a felicidade estampada nos olhos do esposo ao saber da notícia e, do nada, terá que viver com a realidade de que ele nunca conhecerá o rosto do filho. Doloroso, não? Pois esta é a vida de Graziele Alves, viúva do jogador Tiaguinho, da Chapecoense.

A história de Grazi e Tiago ganhou repercussão internacional após o dia 28 de novembro de 2016, quando o atleta e outras 70 pessoas, entre jogadores, comissão técnica, jornalistas e tripulação perderam a vida no trágico acidente aéreo envolvendo a equipe da Chapecoense. Dias antes do acidente, Tiago descobria que seria pai pela primeira vez, em uma surpresa realizada por Grazi e gravada pelos companheiros de time. (assiste aqui, é impossível não se contagiar com a felicidade dele).

Os dois se conheceram na escola quando tinham 14 e 16 anos, respectivamente, e o amor só aumentou com o tempo. “Tiago era uma pessoa maravilhosa! As qualidades dele eram demais e eu só tenho orgulho do marido que tive, pois a cada amanhecer ele mostrava o verdadeiro sentido da palavra amor e se hoje me tornei a mulher forte que sou, foi porque ele me ensinou a ser assim”, conta.

Feliz, grávida, casada com o amor da sua vida e acompanhando a melhor fase profissional do esposo, Grazi viu seu conto de fadas transformar-se em pesadelo, literalmente, da madrugada para o dia. A notícia do acidente, as dúvidas, a esperança de que tudo ficaria bem, a confirmação de que Tiago não voltaria para casa e o pensamento de que, talvez, não conseguiria tocar a vida sozinha.

Nesses momentos, como todas sabemos, o apoio da família e dos amigos é fundamental para nos manter em pé. “Sei que muitas mulheres, assim como eu, passam por situações semelhantes. Sei que são momentos em que parece que não vamos aguentar, porque a dor da saudade é forte demais, sufoca. Mas aí paro e penso em todos os momentos bons que eu e meu marido vivemos juntos e quando bate aquela tristeza, lembro de cada detalhe da nossa vida juntos, do quanto fomos felizes e as lágrimas viram um sorriso”, reflete Grazi.

O sorriso maior veio alguns meses depois, quando realizou a ecografia e descobriuunnamed que o bebê seria um menino, que levaria o nome do pai. Tiago, o filho, se tornou sua maior força para realizar todos os desejos e sonhos que, em momentos mais felizes, Grazi e seu pai haviam planejado. Hoje, bebê Tiago tem 8 meses. Oito meses em que ele e sua mãe compartilham descobertas, experiências, sorrisos, momentos de alegrias, fragilidades e aprendem juntos como superar obstáculos que não estavam programados.

Ao ser questionada sobre que conselhos daria para quem passa por situações como a dela, que de alguma forma, de um dia para o outro, veem suas vidas viradas de cabeça para baixo, sozinhas e tristes, Grazi demonstra uma bravura que só quem é ensinado da maneira mais difícil pela vida, em tão pouca idade, é capaz de ter. “Para as mulheres que passam por essa situação, hoje venho desejar fé em Deus, força, muita força, e sempre se lembrar dos momentos felizes que se viveu. Devemos fazer com que eles, lá de cima, de onde estiverem, sintam orgulho da mulher forte guerreira que nos tornamos para fazer nossos filhos felizes”, conclui.

Que sejamos como Graziele Alves, capaz de ver cores quando a vida está cinza e sermos gratas pelo que temos, apesar das perdas dolorosas em nosso caminho. Que haja força, disposição e, principalmente, amor para vencer cada batalha que travarmos.

Blog - Bruna

 

Fleurity Girls comentam

Poesie-se

21 de março de 2018

O que seria da vida sem a poesia? Sem rimas e sem ritmos?
Sem a leveza das palavras que, despretensiosamente, caem no papel?
E se Leminski de fato tivesse um motivo para escrever?
Ele não nos escreveria. Não nos diria que apenas escreve, sem motivo algum.
Não nos escreveria quando amanhece, nem sobre as estrelas lá do céu.
E se no meio do caminho de Drummond não houvesse uma pedra?
Ele não nos descreveria esse momento. Deixaria passar em branco o acontecimento.
Não nos faria questionar-nos sobre as pedras que enfrentamos todos os dias, sejam elas grandes ou pequenas.
E se Clarice não nos ensinasse a viver em companhia com nossa solidão?
Não saberíamos enfrentar a nós mesmos, nem nos sentiríamos plenos com o nada.
E se Quintana não nos escrevesse?
Certamente, não nos abriria muitas janelas.
Ele permitiu com que respirássemos nesta vida tão abafada, semelhante a uma cela.
Esses são alguns dos poetas que nos deram asas, como os passarinhos de Mário Quintana.
Que permitiram um pouco de delicadeza, neste mundo tão embrutecido.
Neste dia 21 de março, Dia Mundial da Poesia, desejamos que você poeme-se, liminski-se, drummond-se, lispecte-se, e o mundo inteiro quintane-se.

aline

Fleurity Girls comentam

Duília de Mello, a mulher que vivia com as estrelas

19 de março de 2018

Já pensou se observar o céu e encontrar estrelas, até então, desconhecidas pela humanidade, fosse sua profissão? Pois Duília Fernandes de Mello, astrofísica brasileira, vive essa realidade e, ainda mais, é colaboradora da NASA, agência espacial dos Estados Unidos.

Duília conta que o amor pela ciência começou ainda na infância, por ser uma criança curiosa. Então, após uma visita, com sua mãe, ao observatório do Valongo, no Rio de Janeiro, a menina conheceu diversos astrônomos e se apaixonou, ainda mais, pelos mistérios do universo.

Mas como entrar em um mundo considerado “de menino”, afinal, mesmo em pleno século XXI, a ciência é uma área predominantemente masculina? É preciso encarar o desconhecido. Enfrentar, não só o que se desconhece fora do planeta Terra, mas bater de frente com pessoas que não te acham boa o suficiente, que acham a profissão difícil demais para uma mulher, afinal, se você precisa se dedicar 100% à ciência, como vai cuidar da casa, filhos, casamento, heim? (Haja paciência!).

“Não se intimidem! Pois separar carreiras entre meninos e meninas danifica a sociedade. Precisamos de igualdade em todas as profissões”, aconselha a astrônoma (que é muito bem casada, sociedade), e que, ao longo dos anos viu o número de mulheres talentosas na ciência aumentar (vale lembrar que parar seguir uma carreira tão complexa, é preciso ter gosto pela ciência e pela matemática).

E jeito para a coisa é o que não falta para Duília. Confere o currículo dela: graduada em Astronomia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1985); Mestre pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (1988); Mestre pela Universidade do Alabama (1993); Doutora pela Universidade de São Paulo (1995), com pós-doutorado pelo Instituto do Telescópio Espacial Hubble, nos Estados Unidos, e no Cerro Tololo Interamerican Observatory, no Chile. (Segura que tem mais). Além disso, trabalhou no Observatório Espacial Onsala, na Suécia (de 1999 a 2002), é professora titular, vice-reitora e pesquisadora do Instituto de Astrofísica e Ciência da Computação da Universidade Católica de Washington; autora de mais de 100 artigos científicos e dois livros sobre astronomia; e por fim, e não menos importante, colaborada do Goddard Space Flight Center, da NASA.

Mas não para por aí não, porque como falamos anteriormente, astronomia é coisa de mulher talentosa, SIM! Em janeiro de 1997, no Chile, Duília descobriu a supernova 1997-D* (vamos explicar o que é uma supernova, ok?), observando imagens captadas pelo telescópio do Observatório Europeu do Sul, pouco antes de trabalhar para a NASA. Ao analisar estrelas de uma galáxia, ela percebeu que havia uma “intrusa” ali e, movida pela curiosidade, descobriu que se tratava de uma estrela em estágio final que havia explodido há 53 milhões de anos-luz. Ela é responsável, também, pela descoberta das bolhas azuis** (também explicaremos o que é).

Colecionando descobertas, prêmios e conquistas, Duília nos mostra que podemos chegar a qualquer lugar quando acreditamos no nosso próprio potencial, indiferente do que as outras pessoas possam pensar. Que sejamos como ela, vendo o céu, não como limite, mas como uma alavanca para chegar mais longe, ao que ainda não conhecemos.

Notas da Fleurity:
Como apaixonada por astronomia que sou, fiz minhas próprias definições das descobertas da Duília para explicar para vocês:

*Supernova: é a morte (explosão) de uma estrela supergigante (para ter uma noção do tamanho, nosso Sol é considerado uma estrela anã). Essas explosões são tão intensas que, muitas vezes, podem ser vistas da Terra, assim se descobrem as supernovas.

**Bolhas azuis: São aglomerados de estrelas “órfãs”. Ãh? Estrelas órfãs, na astronomia, são estrelas que não fazem parte de nenhuma galáxia, como o Sol, por exemplo, que faz parte da galáxia Via Láctea. Geralmente elas são formadas por colisões de gases.

bruna

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